Sensacionalismo tem preço alto: Catraca Livre e Netshoes causam revolta após tragédia da Chapecoense

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Sensacionalismo é um tipo de filing (arquivamento) editorial na mídia em massa em que os eventos e temas em notícias e partes são mais exageradas para aumentar os números de audiência ou de leitores. Eu mesmo não pensei em postar nada em respeito aos familiares e achei perfeita a campanha que vi de relance na internet, onde falava hoje o futebol não tem cor, não tem torcida algo assim, achei puro só desejando força aos familiares.

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Nesta terça-feira (29), o país acordou com a notícia de que o avião que levava a equipe do Chapecoense para a final da Copa Sul-Americana, na Colômbia, caiu e deixou 75 mortos. Entre as vítimas, estavam jogadores, tripulantes, jornalistas e narradores. Nas redes sociais, internautas de todo o país usaram hashtags como #ForcaChape para expressar suas homenagens e luto.

No entanto, foi um dia em que os fãs de futebol e usuários em geral também expressaram sua indignação contra dois grandes sites que teriam se aproveitado do momento de comoção nacional para lucrar e ganhar clicks. A loja Netshoes e o site de notícias Catraca Livre foram alvo de duras críticas e tiveram que se retratar através de comunicados oficiais.

 

Netshoes Errou

A comerciante de artigos esportivos foi criticada quando capturas de telas foram divulgadas nas redes sociais, mostrando um aumento no preço da camisa do Chapecoense em sua loja online.

Com uma diferença de preços absurda, que subiram de R$ 129,90 para R$ 249,90, as imagens viralizaram e a Netshoes foi questionada e não escapou de xingamentos.

https://twitter.com/bbborjao/status/803591057862639617/photo/1?ref_src=twsrc%5Etfw

Com a repercussão, a empresa resolveu se pronunciar e comunicou que o valor havia sido reduzido para R$ 129,90 por ocasião da Black Friday, e que o preço original era o de R$ 249,00.

 

“Em virtude da Black Firday, a camisa da Chapecoense estava com preço promocional e, na manhã de hoje, teve suas últimas unidades vendidas (camisa II) por R$ 159,00. Com o esgotamento do produto, por uma programação de sistema, o valor retornou ao preço original R$ 249,00, junto com o alerta de indisponibilidade do produtos.

Além disso, a Netshoes acrescentou que está sem estoque do produto. Ainda assim, a nota dividiu opiniões, pois alguns usuários comentaram a “coincidência” sem acreditar na explicação da empresa. Eu como trabalho com marketing posso entender que acontece do produto vender demais e estar programado no sistema para aumentar, mas como foi no mesmo dia da morte confesso que também fiquei chateado.

 

Catraca Livre errou feio, errou bonito

Mais polêmico foi o caso do Catraca Livre, que conseguiu atrair a ira de seus leitores e perder seguidores. No início da manhã, a fanpage tinha mais de 8,3 milhões de seguidores no Facebook, e apenas na tarde de terça o número já havia caído para 7,9 milhões, ficando nessa madrugada em 7,894 – e continua caindo, de acordo com o Quintly.

Isso porque o site publicou durante a terça-feira matérias consideradas oportunistas pela audiência, trazendo manchetes como “Medo de voar? Saiba como lidar com isso!”, “Passageiros que filmam pânico em avião” e “10 mitos e verdades sobre viajar de avião”.

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Entre as postagens, houve selfies dos jogadores, dentro do avião. Entre os comentários, leitores pediram que o Catraca Livre parasse de postar “matérias oportunistas e sensacionalistas”.

Através de uma nota, o Catraca Livre explicou que considera “relevante jornalisticamente mostrar outros aspectos da tragédia” e que “precisamos não apenas lamentar, mas informar”.

Por volta das 14 horas, um novo post com avisos de “Desculpas” e “Erramos”, trouxe o seguinte comunicado:

Diante do impacto da notícia do acidente com o time do Chapecoense e premido pela rapidez, o Catraca Livre fez posts que feriram a sensibilidade de seus leitores, ao mostrar diferentes ângulos da tragédia. Lamentamos que nossa abordagem tenha provocado essa dor e fosse interpretada como desrespeito. Erramos ao não sermos mais cuidadosos. Pedimos, assim, desculpas ao leitor e agradecemos suas críticas que nos ajudam a fazer um jornalismo cada vez melhor.

Isso não mudou a opinião de seus seguidores mas houve uma mudança da abordagem. Em uma postagem, o Catraca finalmente prestou homenagens. O problema dessa vez foi o plágio.

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Como é possível notar pelo comentário irônico do Estadão, a equipe usou a homenagem do jornal e não havia linkado para dar os devidos créditos ao Fera.

Por fim, por volta das 16h30, a página do Catraca Livre fixou em seu perfil no Facebook um texto de seu criador, Gilberto Dimenstein, na qual assume toda a responsabilidade pelas pautas escolhidas durante a terça-feira.

Ainda assim, a grande maioria dos leitores não deixou de alfinetar o autor do texto pelo comentário de que ele ganhou “muitos prêmios como escritor e jornalista”.

e fico por aqui com a frase que vi na página de um amigo que achei que representou muito

NUNCA, NUNCA VAI SER SÓ FUTEBOL!

forte abraço

Ariston

 

 

 

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