Já ouviu falar na “Tia Raquel” que prefere ‘Counter-Strike’ à novela e faz sucesso em transmissões ao vivo

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Raquel Bagnato, 48 anos, não segue a rotina da maioria das mulheres da sua idade. Carinhosamente apelidada de “Tia Raquel” pelos fãs, a moradora de Americana, no interior de São Paulo, faz sucesso participando das transmissões ao vivo de sua filha na Twitch.tv e não quer nem saber dos hábitos tradicionais.

“Os meninos vêm no chat e perguntam se eu vejo novela. Eu não quero nem saber de novela, eu tenho mais o que fazer”, conta Raquel aos risos. “Eu prefiro mil vezes ficar no chat do que assistir novela. Me sinto ótima em ver minha filha jogando, me divirto junto”, completou.

As participações de Raquel nas transmissões da filha Renata “reehplays” Bagnato começaram no fim de 2016 e foram se intensificando. Antes limitada apenas a interagir no chat, a Tia decidiu finalmente aparecer nas câmeras no fim do ano passado e foi sucesso de público.

“Eu sempre acompanhei as streams desde o começo, ficando no chat e falando com a molecada. Todo mundo falava ‘mostra a tia’ e eu não queria aparecer”, revelou. “Aí, no ano passado, a Renata estava meio preguiçosa e eu falei, ‘abre essa stream e eu que vou fazer’. O namorado dela me ajudou e eu comecei a jogar deathmatch“, completou Raquel. “A Renata gravou essa stream, fez um vídeo e postou no YouTube”.

O vídeo em questão fez sucesso e é o de maior prestígio do pequeno canal da filha. A primeira aparição pública da Tia Raquel gerou quase 3 mil visualizações – média muito superior ao outros vídeos da filha.

Depois disso, os pedidos para que a mãe da streamer voltasse a aparecer na transmissão se intensificaram e ela fez seu retorno, no último domingo (12). “Fiquei a noite toda com eles, jogando da meia noite até quase sete da manhã da segunda-feira, foi muito divertido”, lembra.

De lá para cá, Raquel fez participação menores nas transmissões e chamou ainda mais atenção do público, aumentando em mais de dez vezes a audiência das streams da filha.

Interesse pelo Counter-Strike

FalleN é um dos jogadores favoritos da Tia

A Tia contou que acompanha as jogatinas de Renata desde a infância, mas tomou gosto pela coisa no ano passado. Na ocasião, compareceu à MAX5 Invitational de CS:GO a convite de Fernando “fer” Alvarenga, jogador da SK Gaming.

“Em um belo de um dia, o fer apareceu na stream dela e eles pegaram amizade. Ele nos levou na MAX5 no ano passado e na hora que eu sentei de frente pro telão e senti aquela energia, me apaixonei na hora. É algo de outro mundo”, contou.

Dali em diante, Raquel passou a assistir aos campeonatos e afirmou que sempre que pode, acompanha a SK. “Só não assisto quando estou trabalhando”, revelou. Questionada sobre qual seu jogador favorito, a Tia ficou na dúvida. “Eu tenho um xodó muito grande pelo fer, mas o FalleN também é fora de série. Aliás, todo o cenário é muito bacana e maduro”, completou.

Apoio dos pais

Segundo Raquel, o seu maior objetivo é aumentar a integração entre pais e filhos e mostrar que as jogatinas podem ser divertidas entre a família.

“O meu foco, o que eu acho legal, é incentivar os pais. O meu intuito é estimular os pais. A gente vê no chat a carência dos filhos”, revelou. “Eles falam ‘Tia me adota’, eu acho legal, mas é meio triste. Eu vejo que na casa deles não tem apoio para jogar, incentivo. Por isso que eu entrei, para estimular os pais”, completou.

“Acompanhem mais a vida dos seus filhos pois a vida passa rápido e a gente não pode perder o momento. Proibir é a forma mais fácil deles entrarem pro caminho errado. É mais fácil você acompanhar, ver o que ele está fazendo”, alertou. “Quando falam da mãe que ajuda, a mãe que apoia, ‘queria que minha mãe fosse assim’, é muito bacana. Querendo ou não os pais vão ter que entender que isso é uma realidade nossa. Hoje em dia é tão legal a gente se divertir com os filhos”, afirmou a Tia.

Raquel também falou sobre o preconceito e a premissa de incitação a violência do jogo. “Não tem nada de horroroso no jogo. É jogo de matar? É, mas é só um jogo. Eu tenho pavor de arma, se eu vejo carro forte no banco eu passo longe, ocorrência na rua eu atravesso o lado da calçada”, contou aos risos. “Tiro e violência e só no joguinho”, acrescentou.

Carreira como streamer

Apesar do sucesso jogando, a Tia disse que a carreira como streamer é uma incógnita. “Não levo muito jeito, mas se for para o bem da nação, eu sigo” brincou. Primeiro, porém, Raquel afirmou que precisaria de um novo computador, já que ela e sua filha dividem o mesmo.

“Às vezes o pessoal fala para eu jogar contra a Renata, mas não tem como, pois só temos um computador. Estamos sempre buscando patrocínio, que é muito importante, mas vamos com calma e conquistando as coisas devagar”, contou.

“Caso consigamos mais um computador, posso até fazer as streams, quem sabe mais para frente”, afirmou.

Parceria entre mãe e filha

Sempre ao lado da mãe, Renata, a reehplays, se diz maravilhada com todo o apoio. “É surreal”, contou a streamer. “Além de me apoiar, ela estimula os outros pais a fazerem o mesmo”.

“O pessoal chega procurando por ela, muita gente espera ela chegar do trabalho para começar a participar da stream”, revelou. “Ela ainda mostra que a idade não é problema para jogar. A gente está aqui para abrir mentes”, cravou a filha.

reehplays e a Tia Raquel tem ganhado cada vez mais público

reehplays, inclusive, apoia que a mãe também passe a fazer streams regularmente, assim como ela. “Eu gosto muito da ajuda dela, mas a partir do momento que ela quiser fazer a própria stream eu vou apoiar. O que ela preferir, estamos juntas”, finalizou.

Para acompanhar reehplays e as participações especiais da Tia Raquel, basta ficar ligado no canal da streamer na Twitch.tv.

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