Conan Exiles: Novo jogo baseado no famoso herói promete3 min read

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Conan Exiles ficou um bom período como Early Access, proporcionando aos jogadores um gostinho da vida no mundo criado por Robert E. Howard. Agora que o jogo foi lançado oficialmente, e está disponível para PC, Xbox One e PlayStation 4, é chegada a hora de saber exatamente como ele funciona e nossas impressões sobre a experiência com ele.

Por se tratar de um imenso jogo de sobrevivência, é válido lembrar que não existe muito bem um único caminho para explorar e encarar Conan Exiles, mas alguns elementos em comum e constantes no game possibilitam traçar como ele realmente funciona. Confira:

Abandonado e precisando sobreviver

Logo no começo, você precisa criar um personagem, que pode ser homem ou mulher. É bastante interessante o número de raças, todas baseadas no mundo criado por Robert E. Howard, e que trazem características próprias dentro daquele universo. Com seu personagem criado, você é jogado em um deserto, onde está crucificado, acusado de crimes por alguém.

Sua sorte é que um bárbaro cimério se aproxima no deserto. É o herói Conan, que faz essa pequena participação especial no game. Neste momento você descobre que em momento algum controlará o bárbaro, mas sim aquele personagem criado até o final.

Essas missões ajudam a compreender melhor como o funciona e, de forma sutil, dão uma direção para você seguir a sua jornada em busca de mantimentos e recursos. Só que, mesmo assim, é tudo tão deixado na mão do jogador que certamente muitos podem achar um pouco insuportável não ter noção do que pode ou não fazer.

Construindo e encontrando o seu lugar no mundo

Conan Exiles traz um robusto sistema de crafting, em que qualquer recurso encontrado pelo mundo pode ser transformado em outro e assim em diante. Isso permite que você crie roupas, armaduras, armas, itens e, eventualmente, edificações e acampamentos completos.

Essa poderia ser a maior vantagem do game, mas apesar de robusto, esse sistema tende a ficar um tanto chato com o passar do tempo. Isso porque você precisa cada vez mais realizar combinações para a criação de itens, que então possam gerar outros, tomando boa parte da sua experiência no game, que poderia ser usada explorando ou batalhando pelo mundo.

Mundo este que é muito bem construído, com elementos que remontam às criações de Howard, além de mostrar detalhes que deixam tudo mais rico. E talvez esse seja o maior trunfo do jogo, mas que ainda passa a sensação de uma oportunidade perdida.

Conan Exiles não é um jogo ruim, mas em muitos momentos, é possível dizer que ainda faltou um pouco mais de polimento nos elementos presentes nele. O combate é estranho, os gráficos bons, mas apresentam alguns problemas de texturas em alguns momentos, e o sistema online com servidores PvP e PvA vivem cheios ou são bem instáveis.

A vantagem disso é poder jogar o game sozinho – o que não é muito recomendado pois fica chato rapidamente – ou com a ajuda de um amigo em um modo cooperativo. Nesses momentos, Conan Exiles consegue mostrar que poderia ser melhor.

Interessante, mas poderia ser melhor

Conan Exiles está longe de ser um jogo ruim, mas também de ser um game imperdível. Fãs do bárbaro cimério certamente encontrarão motivos para jogá-lo por várias horas, mas existem títulos de ação muito melhor acabados do que ele. Espera-se que, por se tratar de um jogo online, a Funcom continue trabalhando nele, tornando a experiência melhor para os jogadores.

Do jeito que está, é um Conan Exiles é um game que ainda não é definitivo para o personagem, mas pode entreter os jogadores por algum tempo.

 

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