Microtextos ou microcopy para favorecer a experiência do usuário

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Há alguns anos falava-se muito sobre o fato de que usuários não lêem. E eram manipulados por cores e elementos. Mas convenhamos, as coisas estão mudando e isso era em uma época onde grande parte das interfaces digitais “sites” utilizavam grandes blocos de texto para comunicar mensagens aos usuários. Talvez uma herança das revistas, cartilhas ou manuais de instrução, onde parte-se do pressuposto que o usuário está disposto a ler textos em profundidade.

Normalmente quando pensamos em melhorar a UX de nossos projetos pensamos automaticamente em itens como fonte, cor, microinteractions, etc. Mas como estão os textos desses projetos? E os microcopies?

Todo conteúdo, seja ele visual ou textual, é importante ser pensado quando queremos criar uma experiência completa e agradável ao usuário. Para começar, podemos antes entender melhor do que se tratam os microcopies, ou micro-textos.

O que é micro-texto?

Microcopy são textos curtos e objetivos, bem escritos, que compõem a interface com alguma proposta de interação ou explicação, seja isso um place holder, um subtítulo explicativo ou label de botão, mas visando apelar para as esferas emocionais do usuário, criando um vínculo de alguma forma.

Anos depois, mobile. Uma mudança de paradigma que afetou não apenas a forma como os sistemas são desenhados, mas também a forma como os usuários se comportam ao interagirem com eles.

  • Do ponto de vista do sistema: interfaces extremamente pequenas, com espaço limitado para texto e um tipo de interação muito mais curta, breve, em pequenas doses.
  • Do ponto de vista do usuário: uso muito mais fragmentado de tecnologia no decorrer do dia, o hábito do multi-tasking e um nível de concentração muito diminuído sobre o que está sendo feito.

Podemos nos perguntar e reparar algumas coisas nesses textos principais, por exemplo:

1 – O curso é presencial ou online?;
2 – Qualquer escola vai me falar que com eles aprenderei inglês, faz sentido dizer “Curso de inglês. Aqui você aprende inglês”?;
3 – O label “Comprar” do botão não parece “seco” demais para um site que quer me convencer a virar um assinante?;

Primeiramente, perceba que modificando o título para “Curso online de inglês” podemos evitar possíveis alunos que procuram um curso presencial de assinarem a plataforma e se frustrarem ao perceber que aquilo não era o que buscavam.

“Mas Natan, não é ruim perder uma conversão aí?”

Pensando no lado do negócio, será melhor convertemos esse usuário e ele, inevitavelmente ficar com uma má impressão de nossa brand ou focarmos em potenciais usuários que realmente pagariam para aprender inglês online? Perceba que apenas uma palavra pode mudar totalmente a experiência de uma pessoa numa plataforma.

Melhorando o call to action

Último passo agora é tirar essa carga sales do botão, como fazer isso mantendo a ação que o usuário fará?

De “Comprar” podemos mudar para “Adquirir plano”, mas não estaríamos falando muito a linguagem do usuário aí, afinal quem chega em casa falando “Amor, cheguei! Adquiri um novo jogo de pratos hoje!”?

 

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