Supergirl – 2ª Temporada | Análise Completa

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Temos que confessar que a Supergirl na 1a temporada deixou muito a desejar,

mas a segunda esta muito legal, pegaram um ponto de vista diferente onde mostra não só a força das mulheres como seus pontos fracos também que precisam umas das outras. Eu achei isso bacana sem falar da participação especial de Tyler Hoechlin (Teen Wolf) como Superman.

Clark Kent foi apresentado ao público durante o primeiro episódio da temporada e como grande fã do jornalista, devo admitir que o mesmo não decepcionou. O personagem foi bem planejado pelos criadores Ali AdlerGreg Berlanti e Andrew Kreisberg e muito bem interpretado por Hoechlin. É quase impossível não sentir falta do último filho de Krypton ao longo da série.

Outra adição importante é a de Katie McGrath (Merlin) como Lena Luthor. Ela, que também faz sua primeira aparição durante “The Adventures of Supergirl”, conquista o público ao primeiro sorriso. Lena tem a essência dos Luthor na veia, contudo, a jovem rejeitada pela mãe busca mudar a perspectiva da sociedade sobre a mesma. Um ponto importante é o desenvolvimento do relacionamento dela com Kara Danvers (Melissa Benoist). Supergirl quebra um paradigma ao colocar uma Luthor e uma kryptoniana próximas, ao ponto de se tornarem melhores amigas. A atuação de McGrath é tão fascinante que a mesma foi contratada como regular na série.

Ao longo da segunda temporada, Kara Danvers embarca numa jornada de combate contra vilões,

não tão super assim: humanos, sogra, interesse amoroso, melhor amiga Luthor, quase perde a irmã, melhor amigo vigilante, entre outras coisas. Enquanto a primeira temporada teve um foco maior no relacionamento da protagonista com a irmã, em sua descoberta como super-heroína, os conflitos familiares com a tia e na marca de Supergirl como uma série claramente feminista, esta segunda caminha por outras trilhas.

Kara Zor El é a heroína de National City. O crescimento individual da personagem é o principal durante esta segunda parte. Ela agora alcançou o status de repórter, o que combina a ética e a integridade de ambos os lados da garota de aço. Em “Nevertheless, She Persisted” o telespectador se depara com o auge da jovem kryptoniana, não só por combater o próprio primo em uma luta, mas também pelas atitudes nobres, como perder a pessoa que ama por uma causa maior.

 

Aproveito, então, para falar de Mon El (Chris Wood): o namorado de Kara é bastante controverso no começo. Um daxamita mimado acostumado a ter tudo o que quer, quando quer. É visível a mudança de comportamento de quem ele era para quem ele começa a se tornar após se apaixonar pela jovem heroína. Contudo, alguns dos discursos e atitudes machistas do príncipe de Daxam foram criticados por parte dos fãs da série. É necessário enxergar que esta foi a criação do mesmo e a mudança é evidente, em especial, no último episódio da temporada. Mon El cresceu como pessoa. O problema é que o mesmo parece, por muitas vezes, um pouco forçado e superficial.

Por falar nisso, Brenda Strong (Desperate Housewives) merece palmas por interpretar Lillian Luthor, a vilã que amamos odiar. Sinceramente, roteiristas de Supergirl, deem mais espaço para Cadmus. Os telespectadores precisam de um verdadeiro combate entre a organização e o DEO. É possível enxergar de longe que eles podem fazer muito mais do que já fizeram até agora. Lillian revive a raiva que o público sentia por Lex. É perceptível qual lado da família o arqui-inimigo do Superman puxou.

No meu TOP 3 de melhores episódios também está “Alex”, o 19º da temporada. Já era ciente que a eterna Lexie Grey, Chyler Leigh, é uma atriz espetacular, entretanto, se existia alguma dúvida sobre o motivo dela ser a heroína da garota de aço, não existe mais. Ela não é a única que merece reverência, mas Benoist e Lima também. Com um roteiro espetacular e uma direção que cumpre o papel, Supergirl não hesita em mostrar a importância do relacionamento entre as irmãs Danvers, Alex e Maggie e, claro, Kara e Maggie que, finalmente, conseguem se entender.

Bom, agora resta ao público esperar que a terceira temporada responda as perguntas deixadas como onde está Jeremiah Danvers, o que aconteceu com Mon El, quem é a terceira criança enviada para a Terra e uma que está corroendo as mentes dos telespectadores: MAGGIE DISSE SIM OU NÃO?

Enfim, torço para que Supergirl melhore na questão continuar algumas histórias e terminar de explicar alguns pontos estabelecidos durante a temporada, a série melhorou muito e ela responder algumas questões tenho certeza que ela ainda pode ser uma série muito elogiada e que cresceu com seu desenvolvimento.

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