Internet e aplicativos prometem aos usuários pequenos prazeres a curto prazo, mas deixam um vazio existencial no longo prazo

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Trabalhando dia a pós dia como UX Design comecei a pensar, em como consigo ser um facilitador para aplicativos e telas, mas em compensação a minha vida é uma bagunça, e como os aplicativos que facilitam nossas vidas ao mesmo acaba com a nossa saúde e nossa ética, as pessoas estão cada vez mais acomodadas e sem coração.

Se você utiliza produtos digitais no dia-a-dia, provavelmente já percebeu a proliferação dos famosos dark patterns, que tentam te manipular para usar o produto mais vezes, mais profundamente, ou por mais tempo.

Quem nunca perdeu horas e horas vendo netflix, jogando, em aplicativos, e agora esta ficando preguiçoso, Uber manda taxi na sua cara, na sua posição, o ifood, te traz comida, já é possível fazer compra online e etc.

Famintos por clicks e views, as plataformas de tecnologia estão sempre procurando novas formas de brincar com instintos humanos básicos como vergonha, preguiça e medo para sua própria vantagem.  – Essas “fast food” digitais — se aplicativos de social media até plataformas de streaming de vídeo   prometem aos usuários pequenos prazeres a curto prazo, –  mas deixam um vazio existencial no longo prazo.

Já reparou que muitos dos produtos digitais é possível criar um conta só clicando logar com Facebook e da um ‘puta’ de um trabalho para excluir?

Enquanto os produtos digitais que usamos todos os dias evoluíram muito, nossa forma de pensar engajamento do usuário pouco mudou desde a época da internet discada. Assumimos que quanto maiores os números, mais sucesso nos negócios e, por consequência, mais inteligente é o designer que projetou aquela experiência.

Nas últimas décadas, ajudamos a construir uma cultura corporativa que sistematicamente prioriza ganhos de curto prazo ao invés de pensar na saúde do produto a longo prazo, e na saúde dos usuários.

O fato de UX Designer começar estar em alta é ótimo, as empresas estão começando a se preocupar com as pessoas, entendendo que não somos só números, e agora as que não começarem a se preocupar com a saúde física e mental de seus cliente vai perder muito a longo prazo, pelo menos é o que eu espero. Afinal somos pessoas e não números.

 

Designers, são bons em criar e desenhar ciclos que geram engajamento e que cria vício! Mas estão esquecendo de pensar nos resultados.

Esta chegando a hora é preciso ter mudanças, e isso tem que começar em algum lugar.

Ainda não sei onde quero chegar na vida como profissional. Mas percebo que sou cada vez mais humano e ao mesmo tempo profissional, sempre fui um cara forte e orgulhoso, mas sofri tanto com minha aflições e decepções nos últimos anos ou meses, que fui obrigado a me reconstruir em todos os sentidos, saúde física e mental, que ficou um caco ‘rs’.

“Não sei se tenho orgulho ou medo do que estou me tornando” pensei nessa frase essa semana e está de status do whats, achei muito profunda e sincera.

Ariston Simão – UX Designer e dono do Blog e Canal Destilamente

 

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